Mar não para de avançar e engole cidade no litoral Norte
22 de junho de 2017

Distrito de São João da Barra aguarda liberação de verbas para conter a erosão

Década após década, um fenômeno aterroriza Atafona, em São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio. Desde os anos de 1960, o distrito sofre com os efeitos nocivos da erosão, que tem sido responsável pelo desaparecimento de grande faixa de terra, ‘engolindo’ sem cerimônia residências e estabelecimentos comerciais.

Para ter uma dimensão do estrago que ocorre ao longo dos últimos 50 anos, cerca de 14 quarteirões de Atafona já foram destruídos pelo processo erosivo e a ação das ondas do mar. O cálculo é do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Não por acaso, a Defesa Civil de São João da Barra recentemente deu início a novo processo para diminuir os impactos do avanço do mar.

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Para tanto, foram utilizados 800 sacos de areia em um trecho de aproximadamente 60 metros nas imediações da Rua Minervina da Silva Pereira. É lá que o processo erosivo tem ocorrido com maior intensidade. De acordo com o coordenador de Defesa Civil, Adriano Assis, uma nova frente de trabalho também está prevista para a região do Pontal. “Mas não é uma ação definitiva e, sim, emergencial”, pondera ele.

Conforme o coordenador de Defesa Civil de São João da Barra, o órgão tem realizado o monitoramento das marés no trecho compreendido entre o Pontal e o Açu. O objetivo é evitar que a rotina dos moradores e comerciantes locais seja afetada pelo processo de erosão. “Esse trabalho, portanto, visa impedir que a rua fique alagada e com acúmulo de areia do mar”, esclarece Adriano Assis.

SOLUÇÕES

Para a Prefeitura de São João da Barra, existem duas soluções para conter o avanço do mar. Uma delas, a execução do projeto de Proteção e Restauração da Praia de Atafona, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Orçado entre R$ 140 milhões e R$ 180 milhões, contempla sistema de estruturas de proteção com nove espigões enraizados na praia e um aterro hidráulico.

Outra solução é a dragagem de trecho do Rio Paraíba do Sul, especificamente na Ilha do Cardoso, para amenizar os problemas causados pelo assoreamento e a diminuição hídrica, que fazem com que o mar avance sobre as águas do rio e ocasionem o processo erosivo da região. A dragagem, porém, aguarda parecer técnico do Instituto Estadual do Ambiente — Inea. “Com a obstrução, ocorre a diminuição do fluxo da água até a foz, facilitando o avanço do mar no Pontal”, esclarece o secretário de Meio Ambiente, Alex Firme.

Fonte: O DIA