
O governo brasileiro aprovou nesta quinta-feira (11) uma lei para aumentar as penas para assassinatos de policiais, uma medida amplamente exigida pelas forças de seguranças, já que centenas de agentes são mortos todos os anos.
A polícia, incluindo a Polícia Militar, é muitas vezes criticada pela sua violência. Porém, também são os que têm o maior número de baixas nas suas fileiras.
Segundo a organização não-governamental Fórum de Segurança Pública, entre 2009 e 2013, 1.770 policiais foram mortos no Brasil. A nova lei estipula que o assassinato de um agente, guarda prisional ou membro das forças armadas será punido com uma pena de prisão entre 12 e 30 anos, contra os 20 de máxima anteriormente previstos.
Segundo as últimas estatísticas disponibilizadas pela mesma ONG, 490 polícias foram mortos em 2013, 25% dos quais em serviço e 75% já fora de serviço. Esses números são superiores aos dos apresentados pelos Estados Unidos, onde, no mesmo ano, morreram 96 policiais no exercício das suas funções.
A nova lei, que ainda tem de ser promulgada pela Presidente Dilma Rousseff, também endurece as penas para quem assassina familiares de agentes das forças de segurança.
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